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Quem não conhece que existem, ou que tenham visitado uma sex-shop?
Há uns anos atrás eram uma epidemia a cada canto havia uma, não interessava onde, nas ruas movimentadas, nos centros comerciais etc.
Algumas mais discretas, outras muito espalhafatosas cheias de néon nas portas e vitrines etc , etc.
Pois como devem calcular a história que vos vou contar foi numa dessas mesmas casas de comércio de bom gosto para uns e de pecado para outros.
Tal como disse, são gostos e gostos não se discutem!
Mas adiante, existia uma dessas lojas num centro comercial, mal se via, estava bem escondida bem lá a um cantinho.
Era uma lojinha pequenina não tinha muitos artigos, apenas preservativos.
Sim preservativos de todas as formas e feitios, de várias cores, sabores, com bonecos, de vários tamanhos para as várias etnias, etc.
A casinha tinha várias pessoas lá dentro umas consumidoras de vários artigos, outras apenas curiosas que se divertiam só de olhar para aquelas coisas tão engraçadas e perguntando-se a eles próprios se existiria gente com coragem de usar aquelas coisas...
Eis que entram duas amigas com uma criança ao colo.
Conversando animadamente sobre as coisas que já tinham comprado, as que não tiveram ainda coragem de comprar ou até mesmo experimentado.
Até aqui nada de especial!
As amigas agora andavam á roda dos preservativos com sabores, havia de vários sabores, era difícil decidir.
Vânia estou indecisa, não sei o que levar, queria experimentar com o meu marido uma coisa destas. – Diz uma delas
Ora leva aquele que tiver o gosto da fruta que mais gostares!
aconselha a amiga.
Sei lá estou indecisa entre o ananás e a banana. – Diz a primeira.
Nisto sem alguém esperar, o menino abre a boca e começa a dizer a sua grande verdade.
Estás maluca mãe? Leva mas é os de cereja que é o que mais adoras, estás a fazer-te de esquisita para quê?
Bem bem eu não queria estar na pele daquela mãe.
A senhora ficou estática, de boca aberta quase em estado de choque.
A amiga escondeu a cara com as mãos, que vergonha, não sabia se havia de correr dali para fora, ou se apoiaria a amiga naquela situação embaraçosa.
É claro que tudo o que era gente dentro da loja, desatou a rir á gargalhada sem parar.
Uns compreendendo o embaraço da senhora iam saindo da loja rindo e sorrindo da piada do miúdo.
Outros ficaram parando de rir e disfarçando, como se nada se tivesse passado.
A senhora pegou numa embalagem á toa, qualquer, pagou e saiu com a amiga muito coradas e sabe-se lá a sentir o quê.
Há sempre quem se esqueça que quem tem meninos tem chocalhinhos.
Por isso meus queridos tenham cuidado, muito cuidado com o que dizem á frente dos vossos filhos, nunca se sabe quando é que eles vão abrir aquelas boquinhas santinhas e dizerem das suas, ou seja as verdades que ouvem, que a nós passam despercebidas, mas que aquelas cabecinhas guardam, pois escondem uma memória de elefante.
Por isso todo o cuidado é pouco.
E por amor de Deus vejam lá onde entram com as vossas criancinhas.
Há lugares e lugares!
Olhem lá a Cereja!!! Eh eh eh eh eh.
(IN “Crianças” 2005)
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