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Ó tu fogo que queimas e destróis
Haveres que são dum povo inocente,
Por alguém que será inconsciente
Quando faz que tu sejas assassino!...
Ó tu fogo que queimas e corróis,
Que feres, que deixas marcas de repente,
Não deixes ignorado eternamente
Aqueles que te marcam o destino.
Ó fogo que transformas num inferno
O que sem ti seria um paraíso,
Não queiras que o Verão seja o eterno
Em achas dum alguém sem seu juízo.
-Não deixes que o desejo seja Inverno
Quando o Verão é curso tão preciso!...
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