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Chora
a magistral paineira,
suas folhas digitadas
em desespero agitam-se nos galhos,
as flores róseas espalham-se pelo céu,
em gritos de dor.
Homens em manobras desenfreadas,
em prol do progresso
cravaram-lhe no tronco
o maldito machado.
Num último suspiro,
a paina,
como floco de algodão
flutua
E chega ao solo tingida de vermelho
despida de leveza.
Crianças dantes admiradas com a suavidade do vôo,
no momento do pendor
espelhavam na face pavor.
Atônitas indagavam ao pé do vento,
porquê os homens
mataram
a frondosa paineira?
Confusas interrogavam-se
porquê...
tolheram a vida
destruíram os ninhos
onde pássaros outrora
brindaram
aqueles mesmos homens
com seus doces cantos?
Não podem compreender,
tampouco, eu o posso...
Até onde a ganância....
leva os homens.
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