|
Chega pelos ventos com a fúria devastar
rompendo onda a onda toda e qualquer nau
avante em sua vontade de tudo arrebentar
empunhado ergue a espada de brasão do mau
e na ira de extermínio empenha a destroçar
os indefesos tripulantes a cheiro de maçau.
Cada sulco em sua face uma morte certa
Nos olhos traz o ódio da triste solidão
Em meio a tempestade sua boca entreaberta
cospe longe o veneno ácido da aniquilação
da nau que de suas garras não se liberta
e sente-se frágil rendida de exaustão.
E a brisa então as velas da nau soprou
uma a uma mil gaivotas agora sobrevoam
o mar azul que da loucura se acalmou
traz cardumes de vida que nele povoam
seguem juntos a rota que Deus marcou
aos cânticos sublimes que suave ecoam.
|