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Como uma escultura delicada
Colocaste em minhas mãos...
Tua solidão... fragilidade...
Voltaste á minha vida...
Para saciares tua necessidade...
Como um sedento de amor...
Faminto de afecto e carinho...
Vieste á minha presença...
Procurando teu caminho
Como delicada escultura...
Ainda por terminar...
Qual cera ou vidro quente...
Para eu moldar...
Serei a artesã...
talvez a artista...
Mas tenho tanto medo...
Que a frágil escultura
Em minhas mãos...
Não resista...
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