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Arlete Piedade

   

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Crônica "O Presépio"
© Arlete Piedade

     

 

Venho contar-vos como era a nossa tarefa mais adorada da época natalícia, minha e de minha irmã que é mais nova que eu, apenas três anos. 

Nesse tempo há cerca de 40 anos, não festejávamos o Natal com presentes, mas sim com um jantar um pouco melhorado e com filhozes que a minha mãe fazia á lareira, e todos nós ajudávamos, e depois comíamos antes de irmos para a cama. 

No entanto dias antes, eu e a minha irmã, armávamos o presépio, que para nós era uma grande brincadeira, pois que íamos pelos campos, apanhar o musgo verdinho e tenro para forrar o canto do chão da sala onde iríamos montar o presépio, e apanhar pedras, ramos e pequenos cactos para simular, montes e árvores e também areia para fazer os caminhos. 

Na parede atrás colocávamos papel azul com estrelas coladas e uma lua, para simular o céu, e a gruta construíamos com pequenas pedras e depois forrávamos com o musgo. 

Montado o cenário, colocávamos as figurinhas em barro guardadas religiosamente de um ano para o outro, o Menino Jesus que deitávamos em palhinhas verdadeiras, a sua Mãe Maria, o seu Pai José, os Três Reis Magos ao longo da estrada, os pastores com as ovelhinhas e o anjo ao alto da gruta. 

Também tínhamos sempre um pinheiro enfeitado com coisas modestas, como algodão simulando neve, e algumas fitas coloridas e bolas brilhantes. 

Acendíamos uma pequena lamparina que ficava a iluminar o cenário até ao Dia de Reis, em que tudo era desmanchado e guardado até ao próximo Natal. 

Era assim naquele tempo e hoje iremos voltar lá e recordar á nossa maneira, festejando todos reunidos á volta da lareira e comendo o bacalhau com couves e as filhozes.

    

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