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Armando Garcia

   

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O COELHINHO BRANCO
© Armando Garcia

     

 

Com os prados cobertos de neve 
Alimento o coelhinho branco buscava 
Entre os arbustos, em uma busca breve 
P’ra saciar a fome que o devorava 

Mas eis que bem no alto, lá do céu 
Uma ave de rapina o espiava 
E num vôo picado, asas ao léu 
Sobre ele, qu’em pensamento degustava 

Jogou todo furor naquele vôo vertical 
Mas, o coelhinho branco e manso não dormia 
Percebendo o risco do vôo descomunal 
Rápido como um raio na neve se escondia 

Entrando de baixo da neve, a águia enganou 
E esta, na fúria rasgando os céus. bateu seu bico 
De encontro ao chão, onde parte dele quebrou. 
A águia, não desistiu de seu petisco rico 

Em nova arremetida se aventurou 
O coelhinho branco que nos arbustos comia 
Percebeu o vôo que do céu a pique singrou 
E, novamente na neve se escondia 

D'águia hiante, o bico agora pendia 
E o coelhinho branco, manso e pequenino 
Livrou-se da águia cruel que o perseguia 
E para sempre viveu em harmonia.  

    

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