Poema de Celso Brasil

Agonia do Amor
© Celso Brasil - Voz do Autor

 
Quando no auge da insanidade
O amor pausa seu próprio viver
Há amor ainda... tu não olvides,
Mas, fraco fica o bem querer.

 
Afrontas saem de tua boca
Pondo para fora tua intemperança
E meus esforços se tornam inúteis.
Inútil torna-se minha esperança.

 
Se tu me amas e eu te amo
Por que carregas tuas palavras?
Ou não me amas, somente vives
Uma ilusão de imagens fracas...

 
Uma longa estrada de convivência
Tantos momentos me são lembrados
Momentos ricos... momentos pobres...
Da lembrança são apagados...

 
Eu não te quero em discordância
Com que sonhei um dia... outrora...
Na sanidade tu és criança
Volte a ser criança agora!

 
Longe se vão nossos projetos
Quando a ira de ti se apossa
Que bom seria se ela partisse
Ficando tu, somente, à mostra!

 
Saia das garras da indiferença
Mesmo que aqui, eu não mais esteja!
Vivendo essa tua transformação,
Mas um novo amor talvez o veja.

 
Livra-me agora desses momentos
Saia de mim sem deixar rastro!
Quero viver uma nova vida!
Quero descansar em outro regaço!

 
Tomo do cálice da esperança
Vejo adiante um novo amor
Quando estiver real este sonho
Não intervenhas, não... por favor!

 
Vou esquecer-te como um débil
Que não se lembra do que aprendeu.
De conhecer, e ter, e amar
Meu coração se arrependeu...

 
Vejo-me longe de tantos riscos
Já sou tomado pela razão...
Vigio alerta meus passos e atos...
Perdeu o amor meu coração...
  

       
© Celso Brasil
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