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As
quatro estações da Nossa Paixão |
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Nossa
Paixão nasce... é chegada a primavera.
O coração é envolto em suave canto.
Curam-se as chagas de outras eras,
Secam-se malfadados veniais prantos
Rios vertentes que na alma encerra
Desaguando num doce oceano de acalantos.
Nossa Paixão aquece... é chegado o verão.
Volúpias despertas... Corpos entrelaçados,
Mentes entregues às ânsias, em comunhão,
Constroem horizontes, outrora, não imaginados.
Bardo momento áureo de um crédulo coração
No simbiótico momento impar... apaixonado.
Nossa Paixão encontra a razão... é outono.
Copadas árvores de juras, desfolhadas ao ar
E despetaladas flores prontas para o sono...
Incerto sono de provável não-despertar
Infundida tristeza... ameaça de abandono.
Alma e coração discutindo o verbo amar.
Nossa Paixão esvaída... é chegado o inverno.
Brancas camadas encobrem projetos
De vidas entregues ao falso amor terno.
Imagens projetadas dissipam seus ecos,
Tornando paraíso de sonhos em inferno.
Chagas se formam em peitos abertos.
Nossas almas clamam a DEUS a transformação,
Implorando a volta do belo sentimento
Em forma de amor, extingüindo a paixão
Que torna líricos sonhos em sofrimento.
Nossa Paixão... triste sinônimo de sofreguidão.
Amor... uma só estação. Eterno momento.
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© Celso Brasil
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