Poema de Celso Brasil

Coração combalido
© Celso Brasil - Declamado pelo autor

 

 
Não me jurem amores em vão,
Pois sofri tantos dissabores.
Poupem meu sofrido coração.
Ele já não suporta novas dores.

Cansado de falsas promessas...
Calejado de quedas, frustrações...
Machucado... está às avessas!
Foge temeroso de emoções.
 
De Ritas, e Marias, e Beatrizes...
Eu vivi, e amei, e as perdi.
Por serem perfeitas atrizes...
Doces musas falsas... morri.
 
Em novos amores ressuscitei.
Auroras, Veras e outras tive.
Passaram... Amar ainda hei?
Não há alguém que motive!
 
Quando um velho coração
Sofrido... agonizante... ferido...
Procura a luz, isso é em vão.
Os olhos d’alma estão combalidos.
 
Nessa cegueira, quem sabe!?
O amor cego possa acontecer...
Cravando n’alma outro sabre,
Golpe misericordioso no sofrer.
    

       
© Celso Brasil
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