Poema de Celso Brasil

 Desnudando


Retiro as máscaras que a vida impõe
Nada me esconde em tua presença,
Nada mais cobre minha verdade
Mas dói minh’alma tua indiferença
 
Arranco todas minhas personas
Vulnerável choro diante de teu ser
Me mostro puro para teus olhos
Dor implacável a me esmorecer
 
Como chamar tua presença?
Me amarias sem me conhecer?
Lágrimas bebem minha alegria
Como queria te merecer...
 
Choro no ombro da esperança
Falta coragem para dizer
Que sou um nada, se tu quiseres
Ou serei tudo se é teu querer
 
Vem a poesia e me consola
Ela que sempre foi companheira
Destes momentos e de outrora
E assim será minha derradeira.
 
Não sou amante, mas sou poeta!
Poeta é nunca se esconder.
Aqui estamos! Eu e a poesia.
Queremos juntos te pertencer.




Celso Brasil

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