Poema de Celso Brasil

Deusa Tropical
© Celso Brasil - Declamado pelo autor

  
Oh...! deusa cruel de ares tropicais...
Fazes de mim o que nunca hei de ser.
Tornas-me nau longe do real cais.
Sou profecia - “Te perderás no perder”.

És deusa impune de formas angelicais.
Despertas a ira latente da cruel libido,
Confundes a lógica e os sonhos carnais,
Tiras o viço da dor de amor perdido.

Deusa maldita de forças estranhas.
Desvaneces amores, desvias caminhos.
Fazes-te viva em minhas entranhas.
Já perco a vontade de outros carinhos.

Quero louvar-te com rituais dementes.
Desmedida, a razão deixará de existir
No descompasso louco, ilógico, ardente...
Discípulo néscio tornar-me-ei neste fluir.

Deixas-me espalhar no chão de teu éden
As mais fecundas e voluptuosas sementes!
Mesmo que nunca se faça o que pedem
As leis do amor. Não serás eternamente!

Depois, mate-me para não mais sofrer
Minha insistência em tê-la outra vez.
Quero morrer com o sorriso do ser
Que do impossível realidade se fez.
        

       
© Celso Brasil
Todos Direitos Reservados

Mais deste Poeta Outros Poetas
 

 

 

         

   

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

contador, formmail cgi, recursos de e-mail gratis para web site