|
A vida se vai... ainda te espero...
Até quando hei de te esperar,
Se sabes quanto te quero?
Não posso o tempo parar.
Passam-se as horas, e os dias...
Passam-se os meses, e os anos...
Aquela paixão, que apenas ardia,
Hoje, me afoga nos desenganos.
Vem a dúvida torturar-me a mente.
Não posso aguardar a triste chegada
Da morte em vida, tão somente,
Que já se mostra com clara marca.
Por que deixar passar momentos
Que poderiam ser explorados
Com a força dos sentimentos
Latentes... tristemente torturados?
Se te quero, e se tanto me queres
Por que reprimimos nossos sonhos
Argumentos que nos deixam inermes,
Preceitos loucos, vazios, enfadonhos?
Gritemos nosso amor ao céu, às estrelas...
Ao mais longínquo dos horizontes, ao mar...
Culpas concupiscentes... vamos tê-las!
Vamos mostrar ao mundo o que é amar!
Quero curar as cicatrizes que o tempo deixou.
Por que amar-te assim alcança o impossível?
Quero buscar o tempo que o tempo roubou.
Quero poupar o sofrer do coração sensível.
Quero nutrir-me no fruto proibido...
Quero embriagar-te em meu vinho...
Quero afogar-te num mar de libido...
Fazer de teu corpo meu último ninho.
|
|