|
|
Luz amarela de fazenda,
aquela que embaralha a vista,
que aconchega ou afugenta.
-Marela - como dizia o menino homem,
filho de Zuzu.
Zuzu, homem bom de briga,
caçador de tatu.
Inquilino de minhas memórias.
Luz amarela tem a casa fantasma
da mulher cuja alma sofre na escuridão.
Abandonada no limbo a alma dela
clama, reclama, chama,
mas ninguém vê...
Bem, mas isto tudo para dizer
que vivi dias de pouca luz,
dias amarelos.
Sensível e debilitada entreguei-me
aos cuidados de mim.
O leito companheiro acolheu meu pranto.
Descobri o quanto sou tênue...
Quero o sol em minha vida
até o fim de mim.
Margaridas, magnólias, dálias e jasmins.
Chuva de verão, beija-flor,
tarde de inverno com ovomaltine
e cream cracker...
Sim, sim!
É assim que quero viver até morrer.
|
|