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Seus olhos são como o mar:
azulante,
apaziguante,
ondulante,
salgadamente incendiante,
segredante...
Temo que sejam perigosos,
apaixonantes...
Ou são apenas barcos remantes,
sem rumo?
Talvez sejam navios que vieram
resgatar-me da terra firme...
Levar-me para o alto mar
amar,
queimar,
sentir a brisa no rosto
corado, que a pouco
foi beijado...
Ah!, divagações!
O que seria a vida sem elas?
O que seria da poesia?
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