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O mundo azul girando nos dedos
das mãos.
Os pés soltos
do chão.
A língua livre no céu
da boca.
Explosão!
Estrelas cravadas
nos olhos,
olhos profundos buscando
as coisas do mundo:
gentes diferentes, conceitos, estética,
inspiração,
dancinhas engraçadas,
pueril!
Liberdade de expressão!
Poesia viva, inalada, cantada
sem a voz da razão.
Arnaldo libertou José
varreu a estrada,
cantou para um mundo
significados profundos.
Consciência de tudo,
explosão!
Poesia
em tudo que dizia:
“Cidadão do planeta,
Sem nacionalidade,
Sem raça,
Sem religião *.”
[Para Arnaldo Antunes]
*Palavras de Arnaldo.
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