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Ao redor era tudo tão sujo,
casa velha,
chão de cimento rústico.
Um gato magro dormindo no muro,
um cão sarnento que só fazia se coçar na porta de entrada,
vasos de plantas murchas num canto da área.
Tudo ali era velho, feio.
Mas havia um balanço!
Cheio de graça, embalava a criança,
cortava o ar trazendo harmonia para aquele lar.
Um balanço, a antítese de todo o quintal.
Um pouco de criança entre coisas velhas, desgastadas, entristecidas.
Meu olhar parou no balanço, tudo o mais perdeu a importância.
O feio ficou bonito,
o velho ficou rejuvenescido,
o sujo ficou alvo e límpido.
Os olhos de minha alma ficaram admirados
com a beleza daquele balanço...
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