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Trago nas mãos o esquecimento
Que nada mais posso escrever.
Se os meus versos fossem,
Almas, que chorassem diante
De quem os chega a ler.
Os meus olhos são rios
Que se alargam nas tempestades.
São dilúvios aprofundados,
Que se desfazem nas páginas
Da minha dor.
Tudo se torna em ruínas
Cá dentro do meu ser
Aí como eu desejava
Que os meus versos chorassem,
Como eu choro
Quando os estou a escrever.
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