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Já não consigo ouvir aquelas malditas sirenes
Que sangram nos meus ouvidos o ruído da morte
A correria daqueles gritos que dizimam os meus sentidos,
Os horrores das mãos carregadas de granadas
As rajadas dos morteiros amaldiçoados
Que disparam a toda a hora a nociva matança
De uma pronunciada guerra.
Malditas, malditas!
Sejam as atrocidades que se cometem
Por falsas razões e verdades
De povos que se distinguem apenas
Por meras fronteiras e crenças
Na diferença das igualdades
O Líbano disputa o sangue que Israel amordaça
No maldito ódio
Que fomenta a desgraça.
Ouçam de uma vez por todas!
Os gritos que desvanecem em ogivas
Quantos daqueles padecem
Em prol das nossas guerras
Mata-se sem medida
Como se fosse uma praga, uma peste
De insectos que desbastam campos de trigo.
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