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Procuro em todos os rascunhos
Aqueles poemas que te escrevi
Folhas de papel já amareladas
Do tempo em que todo o meu corpo
Se desfazia em letras destorcidas
Não conseguia sequer soletrar
As lágrimas que o meu rosto
Acasalava em pequenas rimas
A minha dor calava-as
Nos sentidos mais confusos
Entre livros e cadernos
Aquele amor imperfeito
Que me cravava no peito
As páginas que sangravam
Ficaram em branco
Hoje procuro essas linhas
Que nunca escrevi
No sabor dos teus beijos
Com que me presenteias
Todos os dias
A resposta surge
Voltaria
A morrer, a nascer
A sofrer tudo novamente
Por ti
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