Poema de Conceição Di Castro

Crepúsculo
© Conceição Di Castro - Declamado por Rosany Costa

 
As águas caem solitárias 
Neste coração amante. 
São águas vermelhas 
Que mancham a alma 
E vão adentrando profundamente. 


Os sonhos terminaram, 
Nem a esperança resta mais. 
Somente a dor chega forte, 
Derrubando todos os castelos. 


Não há guardas... 
Não há armas... 
Só o coração desesperado 
Soluçante por ter ficado só! 


Não verei mais os olhos sedentos 
Sorrisos encantados não aparecerão 
Como um passo de mágica! 
A cumplicidade acabou. 


As aves voaram, as fantasias acabaram 
Eram quimeras? Para mim, não! 
O amor que sinto é grandioso 
Um reino construí 
Em terreno alicerçado pelas nuvens 
Nuvens de algodão. 


Não quis perceber a realidade 
Quis acreditar nos sonhos 
Tinha esperanças 
Que se findaram. 


Não haverá idílio, 
Nem jardins haverá, 
Somente chuvas torrenciais 
Correndo como as enxurradas
Para o crepúsculo. 
     

Conceição Di Castro
©
Todos Direitos Reservados

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