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As árvores desabrocham.
Desvelam-se frondosas;
Revelam-se cheias de folhas.
Em cada folha, uma história,
Nas histórias, várias vidas.
Ao germinarem, mostram-se frágeis;
Com o tempo, tempo-ouríveis,
Despontam-se através da comunicações várias.
Sua linguagem, visual e colorida,
Perpassa a longevidade das eras.
Essa é a singularidade!
Beleza misteriosa do tempo-faceiro.
Não há espaço, não há distância.
É a alma refletindo o fluxo e o refluxo
Da seiva ardente de conhecimento.
É a árvore interiorana do Ser,
Buscando a transformação no plano terreno
Através do amor universal diante dos povos.
Eis a árvore do Homem.
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Conceição
Di Castro
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