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O passado tornou-se a constante
No viver hodierno de estações outonais.
O presente sempre imita o que tento esquecer!
Tudo se mostra, desvela e destrói os instantes.
O medo vai apoderando-se de meu íntimo.
Essa emoção, que corrói todos os sonhos,
Não me deixa vislumbrar novos horizontes.
Quando surge uma parca luz,
Logo as sombras se fazem presentes.
O grilhão de minh´alma está forte!
Os elos não se rompem...
Nada desfaz essa união!
Choro! Imploro por outra forma de existir!
Ninguém me ouve...
Ninguém compreende essa aflição...
Não penetram em meus versos clamantes!
Os poemas escritos são apenas quimeras,
Pseudo-alívio para a alma moribunda,
Moldada por imagens ilusórias.
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Conceição
Di Castro
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