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O cristal se quebrou,
Espalhou-se pelo chão da minha alma,
Donde nascera tão varonil.
Cada parte liquefacetou
Numa lágrima,
Caindo como gotas,
Ofuscando o brilho das estrelas.
São gotas dolentes,
São pingos tristonhos,
São camarinhas matinais.
O cristal não mais existe,
Fora destruído com o látego da dor.
De seus cacos, surgiu a nascente rorejante
Que percorre os recônditos da alma.
O percurso do orvalho
Vai limpando as marcas
Sofredoras refletidas no espelho da luz.
O leito vai se tornando mais límpido;
As águas, agora, volumosas
Vão transpondo as galáxias,
Insinuando uma quilha que parte
Para novas galáxias repousar.
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Conceição
Di Castro
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