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Quis tornar-me uma mulher faceira,
Buscando lua nas candeias arenosas.
Mas o Sol, senhor das feiticeiras,
Trancafiou-me no pranto orvalhado das rosas.
A funesta ilusão chorou ansiosa,
Revivendo as emoções das estrelas luminosas.
A escola da vida transformou-se em tapera,
Demolira o tempo sonhado da espera.
Bradei vencida pelo adorno legenda,
Chorando o sangue da paixão em brasa.
As paredes encantadas tornaram-se uma lenda,
Sumiram com o carinho que extravasa.
Caio pelas montanhas da descrença,
Refletindo sobre as ondas intensas.
É o Sol se fazendo presente nas ofensas,
Bradando o poderio das fronteiras imensas.
Jamais, poderei contemplar o dourado Universo,
Pois as fantasias viraram quimeras,
Deixando-me ao léu no oceano diverso.
Sofro as angustias ébrias dos anjos e feras.
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Conceição
Di Castro
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