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Procuro, nas sombras de tuas imagens,
O toque suave, a carícia mágica.
Busco reencontrar-te em cada detalhe...
Mas nada existe...somente o vazio.
O que existira... fora levado pelos ventos...
Espalhado em outros regaços...
Proporcionando vida, alegria com tua presença,
Fazendo germinar a primavera da existência.
As lágrimas caem silenciosamente...
Regando a ausência de ti...Presença outrora feliz.
O desespero apodera-se de minha mente...
As idéias emaranham-se, desfocando as imagens.
Não sei quanto tempo suportarei esse viver!
A solidão, companheira de meus dias,
Enegrece os caminhos que são percorridos
Pelos passos ermos, sem direção...
Quando ouço o trinar dos pássaros pelas estradas,
Tento escutar teus sussurros... teus murmúrios...
Quando vejo as flores à beira do caminho,
Procuro sentir o perfume que exala de ti.
Só a miragem de teu ser é visto,
Enganando o coração machucado...
Por isso, o consolo de minh´alma é vislumbrado
Nos bosques fechados de meu ser... ser solitário.
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Conceição
Di Castro
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