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(Para meu netininho in memorian)
Meu pequenino pássaro de amor
Fora concebido com mui desvelo,
Esperado com carinhos e flor,
Chegando a fazer sonhar em vê-lo.
Viveste pouco tempo em derredor,
O parco momento mostraste o elo,
Teu cantar era ouvido com calor,
O gesto fora bem-vindo com zelo.
Tu, avezinha, era nosso rei Sol.
Tua vinda era um cacho d'esperança,
O choro era um cantar de rouxinol.
Mas a vida não quis deixar bonança,
Levou-te junto com os raios de Sol,
Deixando o vazio da linda criança.
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Conceição
Di Castro
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