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Velho sonho de minha infância distante,
Perdido no dia a dia de meus afazeres,
Alimento de minha alma carente,
Que não mais consegui aspirar.
Velho sonho que ficou para trás,
No grande quintal de uma casa amada,
Voando por entre as brancas nuvens daquele céu,
Que nunca mais pude encontrar.
Velho sonho, onde foste encostar?
Por acaso sacias outras almas infantis?
Onde está tua insistência e esperança,
Que me faziam sorrir, que me faziam cantar?
Velho sonho de um mundo de paz,
Trazido por incansáveis e fortes braços,
Refletido no olhar de cada irmão,
Na cumplicidade de nossos folguedos
Velho sonho de caminhar sempre juntos,
Nunca se separar, nunca esquecer...
Confiar no amanhã, para sempre unidos,
Partilhando a dor, partilhando o amor
Velho sonho daqueles que marcam
A alma, a vida, os laços fraternos,
Migalhas de amor docemente espalhadas,
No caminho de sete vidas entrelaçadas.
Velho sonho, porque permitiu?
Que fosse embora quem povoou
Toda minha infância, toda minha vida,
Cortando o elo que jamais se recomporá.
Velho sonho, volta para mim.
Eu te quero aqui, eu te quero agora,
Triste ou feliz, sacia a saudade,
Refaz minha esperança de paz.
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