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Encontrei numa caixinha amarelada,
Versos, que imaginei desaparecidos,
Evocam o pálido e distante passado,
Mas, que não se fizeram esquecidos.
Noutrora, quando aflita os desenhei,
Eram os pedaços de melancólica vida,
Agora, que se passaram tanto tempo,
As lembranças brotam n’alma dorida.
Enxergo, pois, marejada em lágrimas,
Palavras d’outras épocas ali traçadas,
Magoado, o coração inquieto, reclama,
Efusões dos sentimentos... serenadas.
Busco reverdecer criando com sutileza,
Versos, que não galguem esse caminho,
E juntando seus viços aos envelhecidos,
Concedo-lhes mais suavidade e carinho.
Quando no amanhã, alguém os deparar,
Vai avistar numa névoa de pensamentos,
Reminiscências... d’uma alma esquecida,
Que expressou amor n’alguns momentos. |
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