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Denise Figueiredo

   

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Ah!... Gaivotas...
© Denise Figueiredo- Voz de Celso Brasil

     

 

Abro a janela debruçada sobre o rio
Os gerânios que plantei, estão florindo!...
Sorriem para mim
Tal e qual imaginei que seria

As mesmas gaivotas cantadeiras!...
Revoando sobre o Tejo como D.Amália cantou.
O mesmo Tejo que Carlos do Carmo exaltou,
Até as docas e vagas contou!.

Contou e não encontrou o número certo dessa agonia,
Quer é saber de Lisboa o máximo que ela tem.
É andar de dia
E à noite cantar o fado!...

O que me traz aflição?
É de fato o pequeno almoço brejeiro?
Ou o fado que trago na memória
Que passamos a noite a cantar?

Silêncio vai cantar o Fado!
Seguem-se as múltiplas emoções!...
Da voz, da interpretação e da figura em ação!
O xale preto? É marca desta forte canção!

O xale que age como um selo,
O vinho não falta sobre a mesa,
As guitarras choram a tocar,
O fado é uma vida a desfolhar-se.

O Tejo banha |Lisboa
Subidas e descidas, narinas impregnadas,
Com o cheiro que tem Lisboa,
Varinas cantam para seu peixe entregar

É a emoção que nos toma o coração
Quando abro a janela
E debruçada sobre o Tejo
Vejo Lisboa acordar!

    

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