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Fui bordar meu triste fim
Vesti-me de arlequim
No entanto lembrei-me
Por amor foi que chorei
Riscava com lágrimas
Com amor eu dava cor
Era tudo aparente mas real e coerente
Nunca vi um arlequim contente
Seu rosto impávido
Nem um sorriso se vê
É a dor da colombina
Saudade que o faz viver
Do colorido que é a vida
Vesti preto como um arlequim
Pintei de branco a face
E nos cantos dos olhos lágrimas desenhei
Sem vergonha ou pudor
Que todos vissem minha dor
Por mais que meu amor ardesse
Busquei o tom certo da lágrima por esse amor
A esse amor me entreguei
É por ele que o negro carrego
Nesse tom que eu insisto
É por esse amor que eu existo
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