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Chegas de repente, rasgando as nuvens,
e te precipitas... Livre, serena, como se a
natureza devolvesse, de uma só vez, todas
as lágrimas de amor choradas por mim...
Em monocórdico compasso, deixas marcas
em meu coração. Profundas... E as imagens
de antigos amores retornam. Muitas ainda
vivas, outras já mortas, algumas vagamente
esquecidas...
Meus olhos choram o desejo do impossível...
O retorno do meu verdadeiro amor, não o corpo,
a matéria, simples disfarces do prazer... Desejo
a alma. Pura, leve, como te apresentas agora.
E que me levasse com ela. Com todo o grande
amor que ainda resta em mim...
... e que, por tristezas de amor, jamais voltasses
a cair...
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