|
|
Símbolo maior dos sentimentos que,
incansável, marca o caminho por
onde emoções fluem, incontidas,
marcando o compasso dos momentos
marcantes da vida.
Nos olhos profundos e sonhadores,
disfarça, cautelosa, as recordações
da existência que marcam na face a
máscara dos desenganos ou lapidam
os mágicos momentos de alegria.
Incontida expressão da angústia
quando, solitária, tenta regar o
solo árido de sua devastada terra
semeada de promessas irrealizadas.
Inconformada, sublinha com tristeza
a insana maldade humana.
Perplexa, verte a dor pelos escombros
onde corpos inertes tentam justificar
o desprezível sentido da vida.
Presente nos momentos épicos dos
grandes triunfos, se engrandece na
triste despedida das amargas perdas.
Mas é no doce momento do amor que
se perpetua no tempo para, meiga,
confirmar a verdadeira razão do viver...
Final refúgio onde, solitária, descansará
sobre branca lápide.
Úmido silêncio que, junto a ela, inconformado,
confirmará o crepúsculo final da existência humana.
|
|