|
|
Papel...
Simples folha de papel,
é como me sinto agora...
Papel comum, sem cor
nem desenho.
Apenas marcado por traços
confusos, alguns fortes, outros
fracos...
Como se parte da minha vida
tivesse sido apagada e reescrita...
Sem nexo, sem enredo...
Apenas pequenos trechos que
no amor encontraram motivos
para marcas deixar.
Busco mãos delicadas, amorosas...
...Que, em mágico origami, faça renascer
em mim o homem-papel. Com renovada
forma, revigoradas marcas de amor...
Que me reconstruam...
Dobrem minhas alegrias...
Recortem minhas tristezas...
No primeiro beijo da manhã.
Entre braços amantes e lábios ardentes,
que na poesia sintam o verdadeiro prazer
de amar...
|
|