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Cansado retorno.
Noites e dias se abraçam, resignados
e indiferentes com a insensibilidade
do tédio. A monotonia insistente
tinge de azul o oceano imobilizado na
sua mais profunda solidão.
Ondas quebram o silêncio, igualmente
monótono, da rotina da vida. O vento,
agora suave, acaricia os olhos perdidos
na ilusão do momento.
Dentro dos limites desta solidão,
corações ansiosos se debruçam
na contagem regressiva dos
crepúsculos onde as cores
desmaiam em combinações
fascinantes
E as estrelas? O que seria do céu
sem o seu olhar doce e inspirador?
Solidárias se unem e, com amor,
indicam caminhos seguros a seguir.
Imaginárias sereias cantam as
inebriantes melodias do retorno.
Com voz suave aguardam, tristes,
o piscar do derradeiro farol para nos
devolverem, enciumadas, aos braços
saudosos da mulher amada...
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