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Enquanto minha professora falava,
da minha carteira namorava a piscina
do colégio...
Linda, imóvel, esverdeada...
Vez por outra, um Bem-te-vi,
cantando, em velocidade beijava
com seu fino bico aquela água pura,
cristalina... E toda ela se arrepiava
em diminutas ondas...
Como seu pescoço sim, tivesse sido
beijado...
E elas, egocêntricas, se deslocavam,
preguiçosas, até se recostarem nas
brancas margens azulejadas...
E o sinal do recreio não tocava...
Então eu seguia nas asas do Bem-te-vi,
bem alto, até me confundir com o céu
azulado...
E vagava...
Como os olhos da Beatriz, que fitavam
perdidamente aos meus.
Enquanto a professora, coitada,
desesperada tentava me ensinar
a taboada...
E eu apenas sonhava...
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