|
|
Por que tanta pressa, Amigo?
Por que tanta indiferença?
Alegre quando chegamos,
tão indiferente quando partimos.
Na juventude és por todos ignorado,
até mesmo desprezado...
Nos momentos de amor, no entanto,
passas rápido. Sem ser notado. Pé ante pé,
dizendo baixinho e com ironia:
- Aproveita amigo, enquanto há Tempo...
Nas solidões, digo, nas solidões frias
do inverno... Te confundes com a eternidade
no caminhar entristecido do relógio.
Tempo! Meu bom Tempo! Há
quanto Tempo tento enganar-te
disfarçado em alma pura de menino...
|
|