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Quero hoje reencontrar a Poesia!
De há muito que não nos vemos...
Desejo sentir sua divinal melodia,
E que uníssonos, suave entoemos,
Versos desenhados com harmonia.
Ah, como me percebo tão solitária:
Não avistando do sol luminosidade,
Nem o belo luar entre nuvens frias,
Estrelas, firmamento não concede,
Alegria se faz então em nostalgia...
Tudo se vai... e longe ao horizonte,
Transmuta-se, resguardando a luz,
Se sua essência não está presente.
Poesia, quão sutileza d’alma traduz:
Jornadeia graciosa e seduz o mote.
Diligente, buscarei seu grácil abrigo,
P’ra de novo, doces magias reviver;
Necessito expor-me ao seu encanto,
Que caricioso, envolve o meu ser...
Ah, Maga Poesia!... Como a amo!...
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