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Esta sina de ser dos versos, tecelã,
dos pés tocarem o chão, malgradoe
de sem rima, ser toda filosofia vã
é o dom de ver na chita, um brocado...
Luz e sombra, na tela da vida agora
assume volume uma visagem surreal
Um elefante cruza a relva azul do céu
e eu navego num barco de papel...
Vozes do coral me trazem o vento,
acordes d´um piano evocam Chopin,
mãos roçam teclas com talento
e a alma do violino plange, além!
Este é teu dom, tome teu cinzel!
És parceiro de Deus na criação!
E na branca tela venha do pincel
o traço da tua trans-figuração!
Ser artista é ter olhos d´horizontes,
é deixar cair d´alma todos os véus!
Vencer mares e escalar montes
e esparzir na terra o perfume do céu!
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