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Como as folhas de um triste outono,
Sinto minhas palavras caírem secas.
Esta tristeza, nem mais questiono.
Foge-me a inspiração em silhuetas.
Do céu, não consigo captar a beleza.
Anjos fugiram de mim com receio
De que eu lhes pedisse a gentileza
De me devolver o que tanto anseio.
Quero encontrar a maravilhosa lira
Que não mais toca nesta alma triste!
Atende-me, ó divindade que inspira!...
Quero versos recheados de amor!...
Afasta a indolência que tanto insiste
Em me tirar o entrelace de luz e cor.
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