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Na suavidade da água
E no brando azul do espaço
A poesia escreve seus versos
No planar doce da gaivota
Logo ali onde o verde toca o azul
Que desmaia em cor
O vento passa ligeiro
Na irreverência do sol ardente
Um sol espargindo vida
Transmutando a Terra
Que estremece a cada afago
E se entrega a suas carícias
E a Poesia?
Ah... A Poesia repousa
No repasto da sombra
E se embriaga de cores fantásticas...
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