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Escrevo para aliviar a pressão deste peito
Que abriga um coração que sem jeito
Só sabe amar e sentir-se impotente.
Que o amor pode curar tão pouco
...os desenganos e os desgostos
que nem parece amor realmente.
Escrevo para aliviar, da alma, o fardo
Aliviar o que só eu, sinto e trago
...descarregar esta desesperança sem cura.
Que no fundo, bem no fundo, no íntimo
É tão grande o que choro, o que sinto
Pedaços de vidas desfeitas, feitas em mistura!
Escrevo para abrandar a cólera que me intimida
Escrevo para não abandonar meus desejos
Escrevo para não ser mais uma suicida
Então: escrevo, escrevo e escrevo!
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