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Quando a conheci ela se chamava VINÍCIUS de MORAES
Mas às vezes se disfarçava de um certo PESSOA intangível
Outras vezes era um DRUMOND driblando as pedras
"Notras" era um certo PABLO dos cem sonetos de amor
Chegava todos os DIAS com um inspirado GONÇALVES
E me fazia chorar ao ver surgir o mestre BANDEIRA
E nas rosas que não falam, eu me vesti de CARTOLA
Pela lei de CHICO a gente era obrigada a ser feliz
CAETANO desceu como um índio em simplicidade
GIL mostrou a força da procissão se arrastando pelo chão
DJAVAN mostrou que o "se" pode ser pior que o "não"
PIXINGUINHA fez os meus olhos ficarem sorrindo
E ao ter e não ser quase, quase esquecemos SHAKESPHERE
Mas qual de nós inda não chorou com a POESIA de QUINTANA
E com a simplicidade das crianças de GONZAGUINHA?
Chama, clama e declama POETA, pois hoje é, e sempre será dia de POESIA.
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