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Se, habitas ao amparo do Altíssimo
E vives à sombra da Sua Onipotência,
Digas: "És meu refúgio, Oh! Santíssimo,
Confio em Ti, fortaleces-me, És essência!"
E laço de caçador, então, não haverá.
E não saberás de pestes destruidoras
Pois, com Suas penas, Ele te cobrirá,
E ficarás, assim, sob asas protetoras.
Não temerás, da noite, o grande terror,
Sequer verás as flechas que voam de dia
Ou, das trevas, a epidemia que causa dor,
Nem as pestes que devastam ao meio-dia.
O Braço-escudo-armadura surgirá
E, de um lado teu, mil irão ao chão,
Os injustos, sucumbindo, ali, verás
E, d'outro lado, mais dez mil cairão.
Mas, a ti, nada atingirá e nada te tocará
Porque fizeste Dele teu refúgio e defensor.
Desgraça ou praga, a teu lar, não chegará
Anjos te protegerão, por ordem do Senhor.
Eles o levarão e teus pés guiarão
Para que não tropeces, podendo andar
Sobre as víboras, pisando o dragão
E leões, por Nele estares a confiar.
Então, ELE dirá:
"Porque a Mim se apegou, Eu o livrarei.
Porque a mim conheceu, Eu o protegerei.
Eu responderei quando a Mim ele invocar,
Na angústia, com ele, Eu haverei de estar.
Eu o livrarei e glorificarei.
De longos dias, a ele vou saciar.
E minha salvação, Eu o farei ver."
E assim será, se teu coração O aceitar.
© Celso Brasil
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