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O mundo está faminto!
Escuto-o de uma voz suave,
vinda do fundo de minh'alma.
Essa voz tenta me dizer verdades...
Segredos escondidos no abrigo incerto!
Como se fosse um canto surdo,
em acordes afinados e santos,
envia uma mensagem em prantos:
O mundo tem fome de amor!
Que estranho, digo para mim mesma,
eu acredito que o amor está presente.
Será que ninguém mais sente?
Ergo as mãos e abaixo os olhos.
Uma criança está a me observar...
Com esperança no olhar,
braços abertos a esperar.
Deseja um carinho, um abraço.
Ah, aguarda uma resposta!
Meu Deus!
Faça do meu amor o abrigo,
o alimento que é preciso
para matar a fome
daqueles que a fome mata!
E, então, antevejo o verde latente!
O verde da esperança crescente...
Da fome inexistente!
© Rosângela do Valle Dias
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