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Disseram-me para escrever sobre o tema
“Quero meu país de volta”
Mas meu país está aí
Como uma folha de árvore que se solta
Mas a árvore necessita de chuva
A árvore necessita de sol
E o povo não é um peixe
A quem alguns puxam com um anzol
A folha se soltou
Porque o sol não bateu
Nem a chuva caiu
Acho que o clima se tornou ateu
Pois a natureza que aduba a árvore
Rebelou-se contra ela própria
Já não mais se interessa em ver beleza
E sua atitude se tornou imprópria
Rebelou-se contra o verdadeiro
Contra a justiça e a bondade
Oprimindo o povo peixe e a árvore
Contra a parede da imoralidade
Apesar do mundo ter sido criado
Em bases sólidas de maldade
Por que não mudar isso?
Em prol da humanidade
Doce quimera, só alguns sonham
E desse sonho se compõe um hino
Onde a justiça e a esperança sejam a viga
Forte o bastante para não cair em desatino
Quem sabe um dia
Meus país, não volte a ser, pois nunca foi.
Mas venha o melhor futuro
Do que o presente levado em carro de boi.
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