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Neste lindo país, de revoluções e de cravos,
Que tanto tarda em passar da cepa torta,
E em que a alegria do povo, foi sol de pouca dura,
Eu quero de novo o meu país de volta,
Mas nunca mais... uma nova ditadura.
Dizem-nos, que vivemos em plena liberdade,
E até parece, que quem fala, tem razão...
Só que eu já não sei, onde está essa bonita verdade,
O que é, neste meu país, a realidade,
Onde começa o que é real e acaba a ilusão.
Outros, dizem-nos, que vivemos em plena democracia,
E os nossos governantes, dizem só trabalhar, para o bem das suas gentes,
Mas na verdade, isto não passa d’uma completa anarquia,
E enquanto uns, estão vivendo à grande... em plena euforia,
Outros estão morrendo de fome, sofrendo na vida, bem descontentes.
Os políticos é que mandam... mas dizem que só dão as sugestões,
As leis, só servem os seus interesses, e os pobres... são apenas os desgraçados,
Pois eles são hoje a nova versão dos antigos vendilhões,
Que sem pudor ou princípios, prós seus erros tem montes de soluções,
Pois a lei nunca lhes toca... e dos erros, eles nunca são os culpados.
Hoje, neste país à beira-mar plantado, em que tantos estão sofrendo,
Com os partidos: este povo dividindo... p’ra ganharem eleições,
Vendo os pobres cada vez mais pobres, de fome quase morrendo,
Ansiosamente fico esperando, pelo dia que já estará amanhecendo,
E que traga o meu país de volta e acabe para sempre... com todas as frustrações !
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