|
|
A cidade está triste. Os sinos dobram!
Vez por outra os rádios anunciam o falecimento.
E as TVs, à procura de ibop, veemente cobram
A solidariedade de todos ante o acontecimento.
E as nuvens negras impediram que a luz do sol
Anunciasse ao mundo que já era dia...
Adiaram “sine-die” as competições de futebol,
Pois as pessoas não demonstravam qualquer alegria!
A natureza, em cumplicidade, se cobriu de luto
E não cumpriu as regras de seu estatuto!
A chuva fina... o frio no verão, aconteceu!
Por quem, afinal, meu amigo, os sinos dobram,
Os pássaros emudeceram, solidariedade nos cobram?
Então não sabe? Meu amigo, o amor morreu!
|
|