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Vivo em clausura como um monge,
Olhando a tua imagem linda e sedutora,
Por tanta formosura!
Oásis no deserto, luz em noite escura!
Vivo para ti, amor, que és o meu mundo
– O mundo inteiro...
E a razão da minha vida!
Ó nobre sentimento e tão profundo,
Dum pobre coração feito mosteiro!...
Vivo em clausura como um monge,
Perdido na lonjura deste amor imenso
Espelhado na miragem do deserto!
Amor que mora em mim, no coração,
Com a recordação da tua imagem...
Que alimenta, enfim, essa miragem
Sabendo que estás longe...
E sentindo-te aqui tão perto!...
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