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Não sei porque és assim, cruel destino,
Que, erradamente, este caminho me traçaste...
Tens sido ingrato, p’ra mim, desde menino.
Não só agora vi que me enganaste!...
Eu sei que vim ao mundo p´ra cumprir
Qualquer missão que não sei bem qual é...
Indica-me o caminho a seguir
Seja qual for: amar, sofrer, ter fé!...
Tira-me enfim desta encruzilhada:
Dá-me a felicidade há tanto desejada
E que esse caminhar, depois, não tenha fim!...
Então, cruel destino, se vês que tal mereço
Dá-me esse grande amor que mais não esqueço
E que esse amor jamais fuja de mim!...
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